• Luiz Marcos Fernandes

Opinião

Atualizado: 6 de jul. de 2021

Por Luiz Marcos Fernandes


Uma luz distante no fim do túnel



O impacto da Pandemia na indústria do Turismo fez com que o setor registrasse a pior crise da indústria do turismo nas últimas décadas. De acordo com um estudo divulgado em setembro pela CNC (Confederação Nacional do Comércio, Bens, Serviços e Turismo) foram mais de 70 mil estabelecimentos fechados no ano passado, entre hotéis, restaurantes, agências de viagens e transportadores. Quase 30% das empresas do setor deixaram de existir de uma hora para outra.


Só na cidade do Rio de Janeiro, pelo menos 100 hotéis fecharam suas portas, acumulando um prejuízo de R$ 720 milhões. A CVC, maior empresa do setor, acumulou um prejuízo de R$ 1,1 bilhão no primeiro trimestre deste ano, incluindo aí a temporada de verão. De acordo com a Associação Brasileira da Indústria de Hotéis, a taxa de ocupação média do setor acumulada entre março e setembro foi de apenas 20%.


Muitos hotéis estão sendo transformados em hotéis ou residências. Apenas o turismo doméstico apresenta boas perspectivas para a próxima temporada de verão 2021/2022. Sem alternativas, os brasileiros têm optado em sua grande maioria, em realizar viagens pelo país, e de preferência de curta distância, beneficiando assim, o chamado turismo regional. Essa tendência deve se manter pelo menos até meados de 2022.


As empresas aéreas que chegou a registrar queda de 75,3% no ano passado comparado a pré Pandemia já começou a reagir. Os números positivos da aviação e das companhias nacionais neste momento, apontam que a indústria já chegou a aproximadamente 60% a 70% da oferta pré-pandemia com expectativa de 100% até o final do ano.


Enfim, a expectativa é de que gradualmente a indústria do turismo experimente uma recuperação, caso se venha a confirmar mesmo as quedas nas taxas de contaminados e mortes pela Covid-19. A nova onda que elevou o número de mortos acima de 520 mil, aliada a falta de vacinas prometidas, e ainda não disponíveis, fazem crer que apenas o turismo nacional venha se beneficiar gradualmente, e mesmo assim apenas para a temporada de verão 2021/2022. E olhe lá.


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